Analfabetismo Político (5)
O Analfabetismo Político (5)
O analfabetismo político é a falta de compreensão, interesse ou capacidade crítica de um cidadão para entender os mecanismos de poder, seus direitos, deveres e como as decisões governamentais impactam o seu dia a dia. O termo descreve a alienação que resulta em apatia, desinformação e fragilização democrática. Nunca, em toda a história da humanidade, foi tão importante a construção de um pensamento crítico e competência criativa. Hoje, com a abundância de informações, temos de fazer um esforço em todo o processo educacional — infantil, fundamental, ensino médio, superior e educação ao longo da vida — para a formação de uma consciência política capaz de vencer os desafios para a construção de uma sociedade menos desigual. O analfabetismo político que testemunhamos no Brasil e no mundo é, fundamentalmente, uma escolha estratégica das elites. Setores da direita e da extrema-direita bloqueiam ativamente a inclusão da ciência política nos currículos escolares. Essa lacuna educacional é tão profunda que afeta inclusive a elite intelectual. O título acadêmico (como mestrado ou doutorado) certifica o conhecimento técnico e a especialização em uma área específica, mas não é sinônimo de capacidade de interpretação social, empatia ou compromisso com o bem coletivo. A verdadeira consciência política exige sensibilidade para as dinâmicas sociais, e não apenas domínio teórico.
. Historicamente, a massa trabalhadora só adquire uma percepção clara da engrenagem política quando emergem lideranças populares da magnitude do presidente Lula.
A Linha do Tempo dos Direitos Laborais:
O progresso social do Brasil é marcado pelas conquistas da esquerda: as férias em 1925, o salário mínimo em 1936, o 13º salário em 1962, a aposentadoria em 1966, o FGTS em 1967 e, recentemente, o fim da escala 6x1 em 2026. Em todos estes momentos históricos, a direita reagiu com o discurso alarmista de que o país iria quebrar. A esquerda, por sua vez, demonstrou que a justiça social é realizável. Portanto, o trabalhador que apoia a direita reacionária age por falta de consciência política, votando contra os seus próprios interesses.
A agenda da direita visa desmantelar a rede de proteção social. As reformas promovidas nos governos Temer e Bolsonaro são a prova viva desse desmonte. Agora, novas ameaças surgem no horizonte: propostas que visam ampliar o tempo de serviço para fins de aposentadoria e congelar os rendimentos dos aposentados.
Historicamente cruel com as classes mais vulneráveis, a direita atua como blindagem para os privilégios dos detentores dos meios de produção. Este texto propõe-se a ser mais um instrumento de conscientização e debate para o povo brasileiro.
Professor Juvenal de Aguiar – Escritor, Historiador, Bloguista, Petista e Diretor Estadual da APEOESP.
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