Greve no Horizonte!
Greve no Horizonte!
O Magistério Paulista da Escola Pública nunca foi tão maltratado como nos governos da Extrema Direita do Estado de São Paulo (Dória e Tarcísio).
A divisão do nosso pessoal em duas carreiras foi elaborada para fragilizar o trabalho docente, bem como todas as formas de representação democrática.
A atribuição de aulas através das plataformas retirou a transparência que existia para respeitar direitos. Uma atribuição que deixou dezenas de milhares de professores desempregados.
O fechamento de classes também contribuiu para o desemprego.
No próximo dia 26, às 16 horas na Praça da República, nós faremos a Assembleia Geral para definir os rumos da categoria. Tudo pode acontecer na assembleia, desde um abaixo assinado até uma greve, que infelizmente está sendo construída pelo autoritarismo do governo Tarcísio e seu Secretário Feder.
A assembleia acontecerá para medirmos a continuidade da tolerância dos professores ou o grito de liberdade. Ninguém gosta de fazer greve, mas a intransigência governamental está forçando uma medida de força da categoria que deseja trabalhar, mas dentro do estado de direitos e não sob as ameaças dos mandatários do governo da extrema direita que faz um terrorismo contra a Escola Pública.
A Pauta da Assembleia é a seguinte: a) Trabalho igual, salário igual; b) Pelo fim do autoritarismo, plataformas digitais e assédio moral; c) Pela devolução do confisco de aposentados e pensionistas; d) Pela liberdade de ensinar e aprender; e) Não às “escolas-quartel”; f) Não ao Corte de Verbas da Educação; g) Só existe educação de qualidade com financiamento e gestão democrática; h) Pagamento do Piso Nacional no piso da carreira, como é feito no país inteiro.
Estamos na Luta! É na luta que a gente se encontra.
Precisamos derrotar o autoritarismo bolsonarista que persiste no nosso querido estado, principalmente no interior.
Desde o primeiro dia de governo, Tarcísio de Freitas e o secretário da Educação, Renato Feder, vêm produzindo medidas que aprofundam a exclusão, as desigualdades e as deficiências na educação pública no estado, de forma autoritária, privatista, e que dissemina uma cultura de ódio.
Confesso que tenho saudades dos momentos de conflitos com a Direita que existiam antes do Feder. Onde existia, respeito, debates e conciliação com o Magistério. Agora, as medidas tomadas pelo atual executivo são insuportáveis.
No momento a APEOESP trabalha para a construção da Greve que está no horizonte e que a palavra final será da categoria, através da Assembleia Geral marcada para o dia 26 de abril, às 16 horas, na Praça da República em São Paulo.
Faremos, em Marília, no dia 13, a nossa reunião de Representantes (R.E., R.A. e Conselheiros), às 09 horas, na APEOESP, para planejamento dos trabalhos rumo à Greve Geral.
Caso a sua escola ainda não tenha representantes, venha pelo menos com dois professores, para juntos debatermos, mais uma vez, os problemas da categoria.
Agora, a luta é na Rua, e de nada adianta reclamar nas redes sociais.
A Assembleia Geral é soberana, inclusive, possui respaldo constitucional. Ninguém precisa ter medo. Venha conosco!
Professor Juvenal de Aguiar, Diretor da APEOESP, Historiador e Escritor, Blog – garraecoragem.blogspot.com
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