Combate ao crime organizado!
Combate ao Crime Organizado no Brasil
A segurança pública é o estado de normalidade que permite o usufruto de direitos e o cumprimento de deveres. Pode ser interpretada como a manutenção da ordem pública, isto é, de conjunto de valores, de princípios e de normas a serem observados numa sociedade. Essa questão tem sido um dos temas de maior relevância nas redes sociais. A transformação das Forças Públicas e Guardas Civis em Polícias Militares, somada à inoperância dos governadores desde 1964, permitiu o crescimento do tráfico de armas, drogas, bebidas adulteradas, exploração sexual, feminicídios e abuso de menores. O aumento dos crimes se tornou insuportável. A desigualdade social é um fator central, com a violência atingindo de forma desproporcional populações negras, povos indígenas e os cidadãos mais pobres.
Diante desse cenário, o atual Governo Federal propôs um novo pacto federativo, que busca ampliar o poder de atuação da Polícia Federal, promovendo integração com as polícias estaduais em investigações, processos e combate ao crime organizado.
A primeira versão da PEC destinada a fortalecer a Polícia Federal prevê novos recursos e condições para investigar e desarticular organizações criminosas, inclusive com o sequestro de bens físicos e financeiros. Com a orientação do presidente Lula, que concedeu autonomia ampla à instituição para agir “doa a quem doer”, iniciaram-se prisões de grandes nomes ligados ao tráfico, ao sistema financeiro, a representantes legislativos e até a governos estaduais da direita e extrema-direita.
No atual governo, a Polícia Federal tem avançado sobre setores da elite econômica que historicamente mantiveram vínculos com o crime organizado. Durante décadas, as polícias estaduais concentraram-se na repressão aos pequenos traficantes, enquanto os verdadeiros chefes — os “tubarões” — permaneceram intocados, operando em escritórios de luxo com apoio de infiltrados em diversas instituições. Hoje, o crime organizado tornou-se um poder paralelo, com presença em espaços políticos, sociais, religiosos e até militares. Um exemplo emblemático foi o caso do avião da comitiva presidencial apreendido na Espanha, cuja consequência se limitou à prisão de um sargento, sem maiores esclarecimentos.
Recentemente, a Operação Carbono Oculto revelou a dimensão desse poder paralelo. A ação resultou na interdição de cerca de 50 postos de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins, na apreensão de aviões, carros de luxo e documentos, e na identificação de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal liderado pelo PCC. A operação também revelou blindagem patrimonial de R$ 30 bilhões (usinas, terminal portuário, 1.600 caminhões).
Em contrapartida, o deputado Gabriel Derrite, conduzido pelo governador Tarcísio de Freitas, apresentou um substitutivo à PEC federal, no intuito de fragilizar a atuação da PF e inviabilizar investigações em curso contra o crime organizado — inclusive com impactos sobre a apuração de desvio de verbas parlamentares.
Segundo a narrativa da direita, a esquerda defende criminosos. Entretanto, os fatos mostram o contrário: enquanto a esquerda defende o combate aos pequenos e grandes criminosos dentro do Estado de Direito, setores da direita têm protegido o crime de colarinho branco, presente na Faria Lima, na Avenida Paulista e em diversas capitais do país.
Hoje, a máscara caiu: o combate ao crime organizado, especialmente ao de colarinho branco, avança de forma inédita, e isso tem causado desespero entre aqueles que sempre estiveram protegidos.
Professor Juvenal de Aguiar
Diretor da APEOESP – Historiador, Escritor, Blogueiro e Petista
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