O CRIME ORGANIZADO NO BRASIL!
O CRIME ORGANIZADO NO BRASIL
Trabalho Final do Curso de Bacharel em Direito na Universidade de Goiânia do Doutor Paulo Cézar de Oliveira, em 2005.
“São centenas de bilhões de dólares lavados anualmente e que provêm do crime organizado. Nestes tempos, o crime organizado é a tendência mais expressiva da delinquência. O crime organizado é um fenômeno transnacional, deixa sua mácula nas instituições governamentais e privadas, conta com a participação de membros do poder público e tem como finalidade básica o enriquecimento rápido e ilícito. A presente obra visa à discussão a respeito do conceito e origem da máfia, do que seja crime organizado e a construção da expressão “organizações criminosas”. Nesta obra também veremos que, até bem pouco tempo, ao menos em termos de Brasil, os órgãos públicos responsáveis pelo efetivo combate, à atividade criminosa trabalhavam com uma clientela facilmente identificável, ou seja, assaltantes, estelionatários, homicidas, entre outros, porque atuavam sozinhos ou em bandos ou quadrilhas isolados, com interesses próprios e limitados à manutenção do bando ou quadrilha. Nota-se que ainda não buscavam, os criminosos, sequer maquiar a sua atividade, podendo-se afirmar que aqueles, até mesmo, possuíam orgulho de ostentar o status de criminosos e, ainda, quanto maior a fama de perigosos mais satisfação sentiam. Nos dias atuais, por outro lado, os criminosos mais perigosos e nocivos à sociedade escondem-se sob o manto da insuspeição. São pessoas que possuem imagem respeitada perante a comunidade, utilizam de negócios legais, denominados “empresas de fachada”, para a efetiva lavagem do dinheiro proveniente do crime e, mais, utilizam-se de terceiros para que atuem diretamente na atividade delitiva, assumindo a responsabilidade perante a justiça se algo der errado, restando intocável o verdadeiro criminoso e sua atividade. Ainda, o criminoso de que ora tratamos nesta obra é pessoa que possui boa instrução, geralmente possui nível superior, tem empregados especializados nas áreas de informática, contabilidade, eletrônica e outras necessárias ao bom desempenho de sua atividade, como ainda possui grande poder de penetração e mando junto a órgãos e agentes estatais, o que garante ainda mais o sucesso de seus “negócios”, bem como se mantêm fora do alcance da ação da justiça. Diante de tal quadro e frente a tão especializada criminalidade, é preciso que o Estado abandone os antigos conceitos de crime e criminoso, passando a adotar uma postura mais agressiva, especializada e ágil para frear essa nova ordem criminosa, isto sob pena de tal inovação corroer as próprias bases do Estado. Assim, enquanto o Estado continuar insistindo em combater o criminoso, e desprezar o crime, essa luta estará perdida” essa era a realidade em 2005.
Hoje, (2025) infelizmente, o crime está organizado, em Bancos, em Partidos Políticos, em Fundos Financeiros, em ações da bolsa de valores, em redes de combustível, em adulteração de bebidas e de combustíveis, câmaras municipais, estaduais e no Congresso Nacional e, com os últimos acontecimentos também em Palácios de Governadores, além do contrabando, tráfico de drogas e de armas. Precisamos pegar o peixe grande e também combater o tráfico nas comunidades que, continuamente, são perseguidos, presos e até massacrados porque parte dos governadores não querem que a Polícia Federal continue combatendo o crime organizado nos respectivos estados.
Lembram do Projeto de Lei da Blindagem? Do Projeto que era do Lula para combater o crime organizado, mas infelizmente foi desfigurado para prejudicar o trabalho da valorosa Polícia Federal? Acredito que, ainda, o Senado vai recolocar os artigos que foram alterados pelo Deputado Derrite e aprovados pelo Congresso. Agora, o Senado e o Governo Lula são as trincheiras para avançar contra o Crime Organizado. Só não vê quem é “analfabeto político”.
A maioria da Câmara dos Deputados se mostrou como defensora do crime organizado.
Professor Juvenal de Aguiar – Diretor da APEOESP, Escritor, Historiador, Bloguista e Petista.
Obs: Entre aspas é texto do Dr referenciado no início.

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